



"(Foi) Apenas um Sonho" = O Foi está entre parênteses até que eu confirme de vez se tem mesmo esse verbo no começo, pois tinham me passado Apenas um Sonho desde sempre. Que seja. Nesse filme, que poderia se chamar também "Apenas mais um cigarro" - não, é ridículo ver mais uma vez como precisam colocar personagem fumando que nem louco, um atrás do outro, em qualquer ceninha tá lá a porcaria na mão e na boca - AFE! Protestos à parte, o filme é uma maravilha, a começar pela inspiração total da dupla Kate e Leonardo, que estão fazendo jus ao par-eterno de Titanic. Leonardo está mais maduro, mais seguro em cena, menos preocupado em ser o bibelozinho da América. E Kate, sem comentários, a competência de O Leitor também se reflete aqui. Filme polêmico, com suas cenas fortes, apenas em discussões de um casal sonhador, que precisa rever seus conceitos para saber se a relação merece ir em frente. Soma-se a isso a questão do aborto, da traição, da insegurança, dos medos, da vontade de ousar. Realmente dá pra se emocionar e refletir muito, perceber o que é melhor pra nossas vidas e se um sonho não vai arruinar tudo de vez. Nota dez!
"Dúvida" = Quando se tem a idéia, o elenco, a faca e o queijo na mão é só aproveitar e fazer aquele filme, que ainda tem indicação de atores ao Oscar. Pois bem, a idéia de Dúvida é perfeita, polêmica, discutível, um padre que pode estar abusando de um de seus coroinhas, que começa a ser alvo da desconfiança de uma freira mal amada e uma jovem freira professora. Aí, peguem uma Meryl Streep afiada, o coadjuvante preferido de Hollywood, Philip Seymour Hoffman, também inspirado e a gracinha Amy Adams atuando bem - uau, temos um grande filme! Bom, em termos. Parece que a idéia foi fluindo bem, foi tudo caminhando de acordo, mas chegou no final, ???? - justamente isso, interrogações pairam no ar, parece que acabaram-se as idéias e puf, põe um final ae e pronto. Isso é que mata, quando se tem toda a expectativa e de repente tudo ficou jogado, sem muito nexo, e só não dá pra se arrepender mediante às atuações. Mera admiração, filme que poderia ter sido melhor elaborado. Mas pode assistir, sem dúvida (...), porque opinião é opinião, né...
"Onde os Fracos Não Têm Vez" = Vencedor do Oscar do ano passado, o filme é praticamente um ode à violência gratuita e desmedida, tudo sem limite em busca dos próprios interesses, da honra e do ideal. Como explicar o jeito impiedoso de Anton Chigurh (interpretado muito bem pelo sinistro cabelinho, Javier Bardem), matando qualquer um que aparecesse em seu caminho, alimentado pelo ódio e vingança contra Llewelyn Moss (olha ele aí, Josh Brolin, de Milk, muito bem aqui também), que ficou com sua maleta de dinheiro e aí começa a fugir, fugir, até aquele momento tenso no hotel, perto da fronteira entre os EUA e o México. E aquela cena do Chigurh cuidando do ferimento na perna... que agonia, meu Deus! Tem sangue, violência, muitos tiros, gente morta a granel, e um Tommy Lee Jones chatinho mas funcional. A receita perfeita que levou os Coen à glória do Oscar 2008. E merecido, afinal não é só de sonhos cor-de-rosa que vive o cinema, a carnificina nua e crua ainda tem seu destaque...
"Gomorra" = Explorar a máfia italiana é um desafio e precisa ter um grande embasamento pra justificar tanta violência e polêmica social e política. Em Gomorra tudo é mostrado às claras, até sair a notícia que atores do filme foram presos depois das filmagens porque estavam envolvidos com a máfia na vida real! Impressiona, e faz a gente assistir ao filme com outros olhos, questionando se tudo que está ali é ficção mesmo. Os dois rapazes do cartaz são dois personagens pra serem lembrados, tamanha é a revolta e ingenuidade dos dois, achando que algumas armas e vontade são suficientes para enfrentar a guerra do tráfico e os grandes mafiosos e seus comparsas. É uma guerra sem razões nobres, o que entra em jogo é apenas a necessidade de defender sua honra, baseada em princípios que a própria pessoa escolheu pra sua vida, muitas vezes bem antagônico à razão social justa e humana. Mostra que quanto mais você luta por drogas, dinheiro e poder sem razão, mais você fica sujeito a morrer e conquistar facilmente mais e mais inimigos. E vira um ciclo sem fim. Ótimo filme.
"A Estranha Perfeita" = Confesso que demorei demais para ver esse filme, e olha, achei um filmaço. Sem exagero, afinal você fica pensando uma coisa, depois muda, e no fim vê que pensou tudo errado - eita criatividade e vontade de confundir nossas cucas...rs. Hale Berry está impecável, Bruce mantem aquela sua eterna pose de galã cinquentão, e tenho que destacar a atuação de Giovanni Ribisi, o Miles, que dá sempre um tom dramático naquela carinha de rapaz pacato... Ou seja, uma história pra fundir a sua cuca e, no final, você até pode se revoltar com a cara-de-pau, esperteza e cinismo de Rowena - ou não, se você gostar de torcer pros vilões...hehe... Mas aquele final é demais, o cara na janela, eita. Ainda daria um paninho pra manga saber o que aconteceu depois daquele fake todo no apê dela. Mas o que é bom, como-está-fica, nem precisam pensar em continuação.
"Hairspray" = Um filme para conquistar e encantar não precisa de muito - basta ter um elenco bacana e misturar história com musical, sem ser aquela coisa batida e clichê. Aí temos essa maravilha de filme chamada Hairspray, totalmente livre, leve e solto, com vontade de acompanhar até o fim e acompanhar com os pezinhos dançantes cada música e coreografia. Não tem como destacar John Travolta como a gorducha simpática, hilário... E Michelle Pfeiffer não faz feio no papel da vilã-perua, acompanhada da chatinha Brittany Snow. Os méritos ficam com a gordinha-revelação Nikki Blonsky, que faz a gente torcer pra que termine tudo bem e feliz com a personagem revolucionária. Zac Efron mostra mais do que HSM, Christopher Walken aparece cantando bem com John mas atua como coadjuvante. Queen Latifah manda ver no vozeirão R&B, e os outros se destacam, cada um no seu quadrado... No conjunto, Hair é um clássico, algo para ser lembrado como o grande hit dos filmes musicais.
"Madagascar 2" = Taí um filme que é sim da hora, divertido e que agrada a todos. Principalmente pelo hit "I Like to Move it", que tá na boca da galera. Enfim, depois do êxito do primeiro, o segundo vem mais aditivado, com mais personagens, mais história e uma breve sensação de déja vú com O Rei Leão... Enfim, os pinguins pilotando e consertando o avião com os macacos são qualquer nota, e aquela velhinha pentelha também é um show à parte. Vale a pena, dá pra dar risadas em vários momentos, e prefiram sempre assistir a versão dublada, que é menos burocrática ao ser obrigado a entender piadinhas e expressões americanas!!
"Bee Movie - A História de uma Abelha" = Cada vez menos os desenhos que saem no cinema são totalmente voltados para o público infantil, já que certos personagens mostram comportamentos, digamos, "mais adultos". Por isso Bee Movie, que eu inventei de ver ontem no Tele Cine, é quase pra todas as idades, pra tentar entender o que dá na cabeça da abelha ae pra querer sair da colméia e ir atrás de novos horizontes. Aí começa guerra no tribunal das abelhas contra os seres humanos por causa da comercialização injusta do mel, mas que no fim prejudicou as flores e plantas, que ficaram sem polenização - que profundo isso, hein?? Nota 3 pra Jerry Seinfield, fica melhor no seu show de humor e em outras freguesias. Pobres crianças, procurem outro desenho, têm tantos por aí...
5º - "Frost / Nixon"
3º - "Quem Quer Ser um Milionário?"

1º - "O Curioso Caso de Benjamin Button"
Pra mim, esse levaria a estatueta-mór sem medo algum. E abriria o leque para as categorias ligadas à arte e maquiagem, o forte desse grande filme. Atuações impecáveis de Brad e Cate, um show de imagens e efeitos especiais, apesar de toda a demora e longa duração que, com paciência, não chega a ser um absurdo. Afinal, um tema destes, tão original e 'curioso' merece um grande cuidado e a exploração na medida certa. Além disso, os destaques são momentos, cada qual com sua peculiaridade ou importância, um choque, uma surpresa; a descrição do atropelamento foi incrível, uma criatividade exemplar; aquele bebê feio, cheio de marcas, rejeitado e abandonado pelo pai, um momento de choque e angústia; e as cenas no barco, os momentos tensos da Guerra, tudo somado cria essa obra magnífica, que enche os olhos, emociona, faz pensar e refletir. E que maravilha, tudo começa com um relógio girando ao contrário. E o bebê e a criança tomados pelas sequelas daquela exótica doença, nesse caso regenerativa, levam o personagem nascer e morrer como um bebê - incrível, impensável. David Fincher tem essa vontade de ousar e criar, vide: Zodíaco (haja paciência também, mas chega a ser um filme a ser levado em conta), Clube da Luta, Se7en, O Quarto do Pânico... uma versatilidade a ser estudada, além da bagagem de videoclipes, que inclui Madonna (Bad Girl) e Michael Jackson. Portanto não seria qualquer absurdo Benjamin vencer Milionário e os outros, por mim estaria de bom tamanho. Uma pena ele ter passado batido no Globo de Ouro, mas conseguiu suas boas gorjetas no Oscar. Parabéns à Brad Pitt, que vem amadurecendo, enfim, e Cate Blanchett dispensa comentários.





"Mamãe faz xixi de pé?!?"


Akon = Quando lançou Lonely, seu maior hit, Akon até que surgiu como uma promessa, aquela revelação do mundo black. Aí o tempo foi passando, passando, e ele começou a lançar um hit melancólico ou chato atrás do outros. Sempre as mesmas lamúrias, coisinhas óbvias, sem a ousadia e a vontade do começo. Diga-se por esse hit chato e enjoativo do Na Na Na Na... e essa nova dele com Lil Wayne, "I'm So Paid", que tá no marasmo de novo. Ou seja, Akon perdeu a graça, parece que tem vontade só de mostrar dotes vocais, lirismo R&B, coisa que fica pra NeYo mesmo, não precisa de outro. Que o futuro prospere pro Konvict, que tá indo pro mesmo lado "perdi o tesão" de 50 Cent também!!
The Gossip = A banda americana de Beth Ditto só tem um problema, muy muy grande... a vocalista sem-noção. Nada contra gorduchos na música, temos Fat Family, Missy Elliott, Timbaland, pessoas simpáticas e tal. Mas a doida XGG não tem noção nenhuma do ridículo e de sua falta de bom senso. É só ver o clipe tenebroso de "Standing In The Way of Control", em que ela aparece descalça, suada, numa roupa cafonaça e agarradaça, andando no meio do povo... argh.. rsrs... Coragem de fã não tem preço. Cantar ela sabe, mostrou ao vivo, e a música não é das piores... Mas se pá, ela queima a banda com estilo, fala sério. Ousar é bom quando se sabe fazer.
1º - KT Tunstall - "Little Favours" = Eita nóis, quem consegue resistir ao vocal doce e firme de Kate, que consegue conquistar sem fazer muito esforço. Pensando na música, é um vício só o refrão, o violão, tudo e tal... Agora vendo o clípe.. Mesmo parecendo trash, é muito criativo e só ajuda a curtir ainda mais a música, originalidade total.
2º - Britney Spears - "If U Seek Amy" = A maior sacada da loura é sempre ousar, mesmo que nas entrelinhas super claras..hehe... Essa música, seu futuro 3º single - ótima escolha, por sinal - é a brincadeira do soletrar "Fuck Me", já q o título da música não pode ser tão direto assim...rs.. Mesmo assim rola a polêmica do Parental Advisory, aquelas frescuras e tal. Mas na boa, Brit precisa falar mesmo do pessoal, principalmente os paparazzi, que só querem carcar a cantora mesmo!! rsrs
3º - A. R. Rahman f. Nicole Scherzinger - "Jai Ho" = Essa coisa biíta ae (afee) é o tal indiano que tá na crista da onda, graças à bela 'zebra' indiana que levou 8 (merecidos) Oscar - "Quem Quer Ser um Milionário?". Aí lança um hit que ainda ganha versão com participação de Pussycat Doll, já era... Jai Ho na cabeça, no ouvido, e que ele curta o momento que ele merece, o inusitado do pop global.. hehe
4º - Beyoncé - "Diva" e "Halo" = "Nanana diva is a female version of the hustla...", caraca, sem comentários pro quão longe nossa jovem diva black consegue chegar! Apela mesmo!! E é tão especial, tão duo, como seu próprio álbum novo, que aqui ela merece ser citada com duas músicas MESMO = "Diva" é do mesmo lado de Single Ladies, batidaça, da hora, coisa de mano memo...rs.. "Halo" é da letra meio apaixonante, romanticona...hehe... lá do lado de If I Were a Boy.. Ou seja, Sacha rox twice!!
5º - Katy Perry - "Thinking of You" = Nossa garotinha que beijou uma garota, amadurece a cada single que passa. Da pegada teen e eficaz de I Kissed a Girl, passando pela batida única e viciante de Hot'n'Cold, de repente ela me lança essa balada, sinfonia-pop aos ouvidos... E no clipe ela dá um banho, linda, atuando, ... sem muito o que dizer, apenas agradecer a versatilidade da bela!
6º - Anastacia - "I Can Feel You" = Sabe-se lá quão "heavy" está a "rotation" da cantora em sua volta após um tempo congelada também.. mas só sei que nessa música ela manda bem na batida leve e segura, sem muito o que dançar e apenas curtir esse vozeirão inconfundível! Mas e o clipe, o que deu na bela? Sem óculos, muito mais ousada e sexy... hahaha... Tá podendo, hein... rs.. Mas ainda sinto falta de 'One Day In Your Life'...rs
7º - Laura Pausini f. James Blunt - "Primavera In Anticipo" = Quando todos acham que ela está congelada, sumida, morrida (rs) ela volta, e ainda no déja vú de sempre. Mas quem resiste ao italiano mais famoso do planeta, e ainda com James Blunt de lambuja? Em inglês, claro. Deu nessa maravilha de música. Linda, leve, no estilo Pausini de ser e nada mais.
9º - Kings of Leon - "Use Somebody" = Taí, é fato agora eu sempre ter odiado ou deixado uma banda pra lá, e de repente a mesma lançar um som que me desperte a atenção. E o Kings é a prova, finalmente vi algo de bom neles...hehe... Esse som mostra algo menos alternativão, e longe daquela angústia-mór depressiva do vocalista Caleb Followill. Vale a pena, apesar de ainda soar melancólico, vá...

